Pular para o conteúdo principal

Percepções sobre Design Thinking


#SóVai
 Olá, tudo tranquilo? Me chamdo Davi G. Farias e embarquei na disciplina de Metodologias Ativas (ou "atípicas", quem sabe), com algumas coisas a resolver na minha prática e na minha percepção do que é ensinar como um professor de inglês em formação. Neste espaço, ou nesta postagem em si, quero compartilhar com vocês algo maneiro que aconteceu em um de nossos encontros da disciplina.

O Design Thinking é uma ferramenta excelente para um ensino mais personalizado, com potenciais de ser muito efetivo em uma situação específica que demanda resoluções igualmente específicas, para que se atinja objetivos propícios para melhorar a aprendizagem. Tantas coisas, né? Deixa eu tentar simplificar um pouco mais. 

Pra que essa ferramenta funcione em uma sala de aula, o professor, com um olhar um pouco mais objetivo em seus aprendizes, precisa crer que talvez tenha um problema que precisa ser resolvido. Esse problema pode ser de ordem mais, podemos dizer, "conteúdista" – ou seja naquilo que se pretende ensinar a classe, ou metodológica – a forma como o professor conduz as atividades, a aula, e todos os fatores que envolve ela: como lida com as conversas, com a indisciplina, com o começo e com o fim da aula, e por aí vai. Após o problema ser reconhecido é que nasce o Design Thinking. Temos o problema e agora buscaremos como resolvê-lo. Não pretendo me alongar muito no assunto, pois poderíamos conversar por alguns minutos a mais, mas meus colegas também tem muito a dizer sobre o Design Thinking. Esperem os próximos posts. 

Em certa medida, ocorreu o mesmo no nosso encontro. O professor nos trouxe essa proposta de resolvermos problemas atípicos de situações reais ou fictícias, se valendo dos processos metodológicos do Design Thinking. A turma foi organizada em "círculos de discussão", expressão bonita para: "nos sentamos em círculos ao longo da sala", em que emergiam as discussões. Foi difícil buscar um problema e sua solução, assim como foi difícil começarmos a pensar sobre essas soluções. Expus, depois de meus colegas também fazerem o mesmo, um problema real de ordem metodológica, ocorrido em uma escola pública (no E.F. II) em que meu irmão mais novo estuda. Estávamos pisando em um território de um terreno acidentado.

Mas por quê? Ora, estamos lidando com um ser humano, e portanto, com um "eu" que tem emoções, que têm vontades. Não seria legal um bando de desconhecidos chegar em um recinto estrangeiro e apontar os dedos nos erros, não é mesmo? Isso, primeiramente, é um ato de falta de misericórdia – não que tenhamos algum direito de estar mais certos do que ela. Mas por quê não tenho esse direito? Eu, como um observador externo, não conheço os aprendizes. Não conheço a escola. Nem conheço a professora. Eu só detenho o "ideal" do que seja certo (em um contexto de sala da aula apenas, e não de todos as outras salas de aula) e quero forçar esse ideal na realidade dessa escola pública, sem ao menos ter pisado nela. A equação se iguala a zero.  

As discussões levaram em conta esse fator. Me proponho, igualmente, em não revelar os detalhes de dentro da escola pública – pois tenho fé que estaria agindo de má fé em revelar um ponto de vista que não é meu, sem ao menos ter eu visitado muitas vezes a escola.  Como podemos melhorar a aprendizagem dos aprendentes, com uma carga horária reduzida e com salas muito cheias? Bom, podemos dizer que as respostas foram bem promissoras, e bastante significativas. Bem, posso revelar algumas de nossas considerações parciais sobre:
  1. Pensar em estratégias para que a professora não altere suas técnicas (que entendo como materiais, atividades que ela utiliza e etc), mas que as resignifiquem ou as adapte quando elas atrapalham os aprendizes, para que eles possam ter mais proveito;
  2. Conversar com a professora e deixar que ela tenha consciência, se já não tiver, de sua abordagem e como ela reflete seu planejamento e atuação em sala de aula;
  3. Pesquisar a realidade a instituição por você mesmo, munido de uma leitura do PPP (sigla para Projeto Político Pedagógico), e buscar, pelo contexto, atividades e projetos que possam contemplar as necessidades dos aprendizes.
Lembro que, no Ensino Fundamental II, muita coisa pode ser feito para aumentar a competência comunicativa dos aprendizes, ou dar uma sólida base da língua inglesa, já que, em tese, e só em tese mesmo, os aprendizes não tem algum exame extraclasse (me refiro ao PAS ou ENEM) para realizar. Muita coisa dá para ser feita antes de eles, fatalmente, cairem no ensino maniqueísta do Ensino Médio, presos no planejamento para o ENEM ou para o PAS. 

Enfim, perdoem-me por me alongar muito nesse texto (ou, aposto, por ter o deixado muito curto ou sem nexo). Mas espero ter iniciado discussões saudáveis a respeito desses temas. Espero vê-los novamente em outros posts. See You! 

#Sobre Design Thinking aqui!

Perguntas para discussão:
  1. Como fugir de uma aula mais expositiva como primeira opção, quando temos pouco tempo de aula?
  2. De que forma posso ser um professor mais ativo em condições mínimas de tempo?



Comentários

  1. Minhas opiniões:
    1 - organizando o ritmo da aula, compartimentando as atividades em sala em pequenas possibilidades de exposição por parte dos alunos.
    2 - cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é ou posso dizer que a decisão de mudar a postura em sala é resultado de reflexão e mudança de valores. leia mais em https://www.pensador.com/frase/MjAyODgwOQ/

    ResponderExcluir

Postar um comentário